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Bragança Paulista, São Paulo, Brazil
Discípulo de Jesus, casado com Clélia, pai da Victória e feliz por tudo isso.

terça-feira, 22 de julho de 2008

TENDO VIDA EM SEU NOME




João capítulo 20 versículos 24 a 31

24 Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Diziam-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei.
26 Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco.
27 Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente.
28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu!
29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.
30 Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro;
31 estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.


O ministério de Jesus foi marcado pela manifestação poderosa de sinais, prodígios e maravilhas.

Desde as bodas de Caná da Galiléia, onde transformou água em vinho, até a cura de Malco, que teve sua orelha decepada por um golpe da espada de Pedro, o Mestre marcou sua passagem pela terra com a operação de milagres extraordinários.

Durante seu ministério, Jesus curou leprosos, cegos, coxos, paralíticos, doentes de várias enfermidades, ressuscitou mortos, expeliu demônios, entre outros milagres.

A marca impressa em sua passagem pela terra foi tão forte, que quando João Batista teve dúvidas a respeito de sua pessoa, e mandou seus discípulos o interrogarem para saber se Ele era mesmo quem João dizia ser, ou deveria esperar outro, sua resposta não foi outra senão essa: “Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.” (Mateus 11.4-5)

Seus milagres atraiam grandes multidões e suscitava a ira dos religiosos da época, que o vendo operar tão grandes maravilhas, movidos por inveja, diziam que realizava tudo aquilo pelo poder do diabo. Gente de todo o tipo era atraída por seus milagres: pessoas sinceras que de fato queriam estar próximos a Jesus; gente faminta que sabia que multiplicava pães; curiosos de plantão que gostariam de ver mais um sinal; judeus furiosos que esperavam que curasse aos sábados para ter de que o acusarem; pessoas que queriam fazer Dele um líder político, entre outras.

Mas Jesus não desviava o foco de sua missão e era fortemente sensibilizado pelo sofrimento das pessoas e sempre que se deparava com alguém necessitado, parava para atender. Nunca despediu quem quer que fosse sem antes lhe curar as feridas ou acalmar suas dores.

Passava longos períodos recebendo as pessoas e não se cansava de lhes transmitir uma palavra de consolo, que pudesse apontar o caminho para um milagre.

Por vezes não tinha tempo sequer para uma refeição, pois as multidões afluíam para ouvi-lo e curava a todos, inclusive aqueles que aos olhos humanos eram considerados indignos.

Seu ministério mudou e revolucionou o mundo. Seus prodígios influenciaram uma geração inteira, e seus discípulos foram impactados por eles ao ponto de se deixarem gastar por esse evangelho de poder.

Histórias de famílias inteiras foram modificadas pelos milagres de Jesus.

O que dizer da família de Pedro, quando sua sogra foi curada da febre?

E da família de Jairo, quando sua filha foi ressuscitada?

E da viúva de Naim, que havia perdido toda esperança com a morte do único filho?

E da família de Lázaro, que foi ressuscitado após quatro dias no sepulcro?

E da família de Bartimeu, curado da cegueira?

E da família de Maria Madalena, resgatada da prostituição, após Jesus ter expulsado sete demônios que habitavam em seu corpo?

E da família do Gadareno, ao qual ninguém podia conter, andando de dia e de noite pelos montes e sepulcros, e ferindo-se com pedras?

Como seriam contadas essas e outras histórias se Jesus não tivesse realizado tantos milagres?

Qual seria o destino da Igreja sem os sinais efetuados por Jesus?

Como os apóstolos fariam a obra de Deus sem terem visto seu Mestre realizar tais prodígios?

Os milagres foram e continuam sendo de suma importância para o evangelho. Eles fazem parte do evangelho.

Mas, mais importante que os próprios milagres, é o propósito pelo qual eles foram realizados.

É claro que quase todos nós gostaríamos de receber um novo milagre extraordinário a cada dia. E, de fato, quando viemos para Jesus, a maioria de nós pensava que isso aconteceria. Muitas vezes somos levados a pensar que Deus tem obrigação de nos tratar como tratou as pessoas da Bíblia (isso é claro, em relação às bênçãos). Se Deus já fez uma vez, fará de novo. Curou no passado, curará no presente. Ressuscitou antes, ressuscitará agora. Se Deus realizou milagres ontem, realizará hoje e amanhã.

Isso se deve pela criação “pseudo-cristã-neo-pentecostal” (será que isso existe?) que recebemos. Alguns de nossos “pais na fé” nos ensinaram, e outros continuam ensinando que devemos experimentar milagres cotidianamente. Que por sermos filhos de Deus, nossa vida tem que ser marcada por uma explosão de milagres.

Esse pensamento em parte é legítimo, pois surge de necessidades legítimas. Todos nós temos questões que precisam ser resolvidas. Seria loucura dizer que não precisamos de intervenções de Deus no curso da nossa existência. Mas, daí a condicionar nosso relacionamento com Deus aos resultados, existe uma distância absurda. A vida cristã vai muito além do pragmatismo que as correntes teológicas atuais e os movimentos de fé e vitória pregam. Ela não se baseia apenas naquilo que nos acontece no campo do sobrenatural. A essência do evangelho não é esse espetáculo de fé que tem sido apresentado com “show”. Milagres existem, todos querem e buscam, mas eles não devem ser os alvos de quer que seja.

Se os milagres não devem ser o centro da vida cristã, por que o ministério de Jesus foi marcado por tantos? Por que a Bíblia relata tantos?

A resposta está no texto que lemos.

João diz que Jesus operou um sem número de sinais que não foram escritos em seu evangelho. Mas que os que foram escritos, para uma finalidade foram escritos: “... para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (vs 31).

João está dizendo que existe um propósito muito maior no registro dos milagres de Jesus. Os milagres não estão relatados somente para nos estimular a recebê-los.

O propósito maior nos milagres é nos levar a crer que Jesus é o Cristo, o Messias, o Ungido de Deus, o Filho prometido de Deus.

Essa é a chave, crer. Simplesmente crer. Não é necessário subir monte, fazer campanha, passar pelo vale do sal, levar para casa uma rosa ungida, tomar banho com óleo da unção vindo diretamente de Israel ou alguma outra bobagem que inventam por aí, só é preciso crer, crer. Pode parecer pieguice, insuficiente ou simplório demais, mas é só disso que precisamos: crer.

E crendo, temos acesso à vida abundante que Jesus nos promete.

Jesus veio para nos dar vida.

Existe uma vida nova e abundante em Jesus.

E Ele quer que nós deixemos de lado tudo o que nos impede de experimentar a vida que Ele alcançou para cada um de nós. Ele quer que apenas creiamos.

Crer e ter vida.

Quem não crê pode até experimentar um milagre, mas nunca vai gozar os benefícios da vida eterna. Quem crê pode até não experimentar um milagre, mas sabe que vai passar a eternidade com Jesus.

Crer é a essência do evangelho.

Mas crer quando tudo são flores é fácil, quando os milagres estão acontecendo é mole.

Agora, difícil é crer quando tudo vai mal. Quando as portas estão fechadas, os relacionamentos vão de mal a pior, as lutas não cessam, as perseguições aumentam, os filhos são rebeldes, o marido é adúltero, a mulher é briguenta, o dinheiro acaba. Crer é viver o evangelho na sua plenitude. É dizer para todos que estão à nossa volta, que ainda que tudo diga não, ainda que tudo conspire para o contrário, ainda assim continuamos em Cristo, continuamos em Deus, não desistimos, não paramos, não retrocedemos, não estamos atrás de milagres, buscamos vida. E o Nome de Jesus nos garante vida, e vida eterna.

E a vida eterna não vai começar no arrebatamento ou no milênio, ela já começou no momento em que aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador. Foi aí que recebemos vida eterna.

Por isso não precisamos viver de pires na mão, como mendigos espirituais, esperando receber apenas algumas migalhas.

Somos filhos e temos direito a participar do banquete. Podemos nos assentar à mesa e ter o melhor.

E vida, é melhor do que experiências sobrenaturais.

Vida é melhor do qualquer outra coisa. Pois o próprio Cristo diz de si: “Eu sou...a vida.” (João 14.6)

Jesus não apenas tem a vida, Ele é a própria vida.

Creia nisso.

No Amor Daquele que deu sua a vida, em favor da nossa existência.

Deus te abençoe!

Um comentário:

Juliano Marcel disse...

Crer... como vc disse, é a essência!

Crer na Palavra de Jesus, e não nas doutrinas estapafúrdias feitas e ditas sob a palavra de Jesus! Crer em quem Jesus é, em como Ele trata as pessoas, quem é o Deus de Jesus, Crer que o Deus de Jesus é Jesus pra nós. "Não crede que Eu estou no pai, e que o Pai está em mim? Crede ao menos pelos mesmo sinais..." disse Jesus.
Creio que esta essência simples é que está sendo perdido na presente era da "igreja evangélica brasileira". O subjetvidade do texto é impressionante, e a realidade imposta em sua verdade é esmagadora!

Deus lhe abençoe Pastor Adriano!

E para que crendo, tenha vida em Seu nome!

Ev. Juliano Marcel
www.julianomarcel.blogsport.com